sábado, 25 de abril de 2009

Salvador, 25 de Abril de 2009

Caros,

Um cara que eu sigo no twitter disse que “Junto à maré, aos tornados e aos terremotos, a procrastinação é uma das grandes forças da natureza”. Eu, como procrastinadora nata que sou, não pude deixar de achar genial. Nos últimos tempos eu tenho enrolado tanto para tudo que este e-mail está quinze dias atrasado. Ou seja: este deveria ser o quarto, e não o terceiro, boletim de notícias. Mas nem se animem, não, viu? Não é porque eu demorei mais para escrever que eu tenho mais notícias pra contar! Ok, tecnicamente deveria ser, mas eu nem sei se eu conseguirei lembrar coisas muitas para falar.

Acho que vou começar falando da Concha Acústica do TCA. Ou da diferente consciência que soteropolitanos têm para preços de show. Mas voltando à Concha, eu já fui lá para dois shows: O primeiro foi a gravação do DVD do Marcelo Camelo [também conhecido como ex-Los Hermanos], e o segundo foi um show do Zeca Baleiro. O legal da Concha é que ela tem o formato de um anfiteatro, então você consegue ver o show numa boa. Eu, velha de alma que só, adorei!

O show do Camelo foi pelo “Sua nota é um show” e, devo admitir, é ótimo quando os programas do governo funcionam devidamente! Já o show do Zeca foi no esquema padrão, e eu comprei a meia-entrada por R$ 25,00. É por isso aqui que eu falei do lance entre soteropolitanos e preços de show. Grande parte das pessoas disse que não valia a pena pagar vinte e cinco reais pelo show do Zeca! Ah, qual é, o Zeca é um cara tão legal! Indignei-me. Aposto que se fosse um Trivela as pessoas pagavam cem mangos sorrindo e achando barato! Enfim, parei de mimimi.

Fui ao pelourinho dia desses. O clima de lá é legal, bem coisa pra turista ver, mesmo. Muitos bares careirinhos com música ao vivo, muitos hippies vendendo bugingangas, muitas lojinhas de produtos “da terra” e, claro, estamos no Brasil, muitos meninotes de rua pedindo moedas pros “tios”. Foi divertido. Estávamos apenas eu e Taty, abiga de todas as horas nestas quentes e chuvosas terras da Baía de todos os santos, filando música de um barzinho qualquer perto da Cubana – típica sorveteria daqui – depois de termos sido assediadas por um grupo de grringoos , quando passam pela nossa frente dois exemplares típicos do que se pode chamar de – er... – profissionais: Vestidos decotados e mega curtos – Epa! Aquela uma ali vestia uma blusa! Sério que é um vestido? Ok, ok... - , salto agulha... e fazendo comentários impertinentes BEM alto. Elas – ou ela e ele? Enfim – passaram, e eu e Taty demos risada. “Er, eu não queria dizer nada, mas fiquei com medo de mal interpretarem nós duas sozinhas andando por aqui...” ”Que nada, amiga, você tá de all star, p. nenhuma usa all star!” “ É... Eu seria uma p. estilosa!” Minhas piadas andam péssimas, obrigada, mas eu ainda me divirto com elas!

Ok, é clichê falar de salvador e falar de pelourinho, mas o que vocês queriam? Macacos e Jacarés andando pelo meio das ruas?! PERAÍ, PERAÍ, macacos não, mas jacarés sim. Não acredita? Olha só a notícia que saiu no A Tarde: Jacaré é capturado na Ondina por técnicos do zoológico . É, amigos, ótimo material para um novo filme dos Simpsons, hein? Nem é trocadilho com o carinha do É o tchan! Nem nada... E sabe o que é mais legal? Eu passo pelo Pestalozzi quase todo dia. Nessa quarta-feira em questão eu arranjei carona para ir pra faculdade. Bobeei. Perdi uma história para contar para meus netos. Droga.

Aberrações a parte, falemos de coisas naturais no “coração do Brasil”, como diz a famosa letra de axé. Ônibus! Se bem que os tais veículos automotores são uma aberração aqui, né? Quer dizer... Quem teve a idéia de subir pela porta traseira e descer pela frente? Perde-se grande espaço, eu acho. Ainda não me conformo. Mas como isso é besteira, não vou demorar neste tópico. O que interessa realmente sobre ônibus em salvador é a quantidade de acidentes que acontecem envolvendo os autocarros. Só na semana passada vi dois. Acho que entendo a razão de os assentos preferenciais ficarem na frente... [/piada de humor negro, não levem a sério]. Parece que num dos acidentes que eu vi morreu uma mulher. Que estava fora do ônibus. Para quem Leu o primeiro texto de Teorias da Comunicação, fica a dica: os automóveis e a vida urbana ainda podem causar estranhamento [/piada interna]

Ainda dos assuntos automotivos, duas coisas a se dizer: dia desses peguei o ônibus errado na hora de voltar do Itaigara para casa, e tive que descer na Pituba. Minha raiva por ter pegado o ônibus errado foi tanta que fui andando até o Rio Vermelho. Segue foto em anexo, pra quem quiser ter noção da distância. Dica aos incautos: a orla de Amaralina não é um lugar legal pra se andar sozinho. A outra coisa sobre veículos: Alguém me responde, por favor, de onde as pessoas tiram tanto dinheiro aqui na ‘metrópole’? PU-TEZ GRI-LA, eu nunca vi tanto new beetles, conversíveis e carros esporte num lugar só. Nem em Brasília! Injustiça. New Beetle deveria ser baratinho, para eu poder ter o meu também. Juro que não me arriscava a andar sozinha por Amaralina, há!

A faculdade anda bem. Nos últimos dias choveu às pampas, Salvador alagou e a UFBA, solidária que só, não ficou de fora. O pátio da biblioteca central estava COMPLETAMENTE alagado. Bobear dava para construir uma hidrelétrica no lugar. Na última semana eu só tive aula dia 22, a quarta-feira sáurica¹, então a situação não poderia estar mais confortável pra mim. Ah, eu ainda figuro num vídeo fake do telecurso 2000 que fizemos para um trabalho. Sou algo como uma mãe/professora de gramática/ Drag Queen aposentada. Isso se der pra ouvir minha voz! Mas nããão, vocês não terão acesso a esse vídeo, haha!

Enfim, pessoas queridas do meu coração, acho que meu estoque de assuntos aleatórios e de piadas sem graça se esvai, então me vejo obrigada a dizer tchau. Pros vadios dos meus amigos que estão longe, peço, sinceramente, que mandem um “oi, to vivo, infeliz e mal pago”, que seja, desde que eu tenha notícias de vocês. Para minha família, peço desculpas caso alguma piada os tenha ofendido. Pros meus leitores fantasmas do blog, comentem!

E, para todos vocês, beijo grande!

-any.

Ah, nota para os que não têm Orkut/ não andam tendo acesso à rede de fofocas da família: Eu estou namorando. Há quase um mês. O namoro vai bem, à distância, mas bem, obrigada.


n.a.: 1 – relativo a jacaré.

6 comentários:

theo disse...

Comentando em tópicos.
1. Por isso que eu quero uma universidade em capital: acessibilidade a arte (vi na sessão de Agenda Cultural do jornal A Tarde, uma peça no teatro do Pelourinho que a meia custava $1 só). Dentro das minhas opções, eu tenho Belo Horizonte, Salvador, Aracajú e Caruarú. BH, BH, BH! *cruzando os dedos*
2. Morei 4 anos em Salvador e, até hoje, nunca fui ao Pelourinho.
3. Quando vim pra cá de Salvador, eu é que achei estranhíssimos os ônibus de Ilhéus. Não sei qual eu acho melhor, apesar de que esses de Ilhéus novos que colocaram uma porta no MEIO do ônibus são bizarros pacas.
4. Porra. Pituba-Rio Vermelho. Tu é foda, Any! *paga páu mode on forever*
5. Chuva em Salvador é realmente aquela coisa.
6. Telecurso 2000 com Any! Imagina Olívia rodando esse vídeo pros guris da 8ª \o/
7. Namoros sempre reavivam as pessoas, não? Sempre vejo isso...
8. Oi, to vivo, feliz e mal pago.
9. Entrei na onda e to twittando: twitter.com/theo_almeida
10. Saudades da vermelhidão do seu cabelo.

Y. disse...

Quero ir pra Salvador também! Acho que eu e minha mãe (e minha avó e meu avô) vamos morar aí quando eu passar na UFBA. Ou na UNEB. *pensando*

Yeah! Vou me mudar pela primeira vez na vida! \o/

E tô mais ou menos na mesma que você: vou tentar comunicação por não saber exatamente o que quero. Espero que dê certo que nem tá dando pra você.

Te amo, irmã. Saudades.
Beijo

Stephanie disse...

Any,

esses teus emails às vezes me dão a sensação que tento provocar nos meus leitores com as cartas no blog, a coisa das referências e piadas internas que não são pra todo mundo, mas o cuidado de mandar notícias pra quem importa.

beijos pra você!
tudo de bom aí na facul

=)

Stephanie disse...

ah,

ps.
Quem me dera houvessem shows do Zeca Baleiro a $25 por aqui no rio. Tá mais caro, custa menos que o trivela aqui também e sim, sim, infinitamente melhor.

adoro o Zeca!
beijos!

Maria Garcia disse...

Sou parte da leitora fantasma que, por eventualidades e mexidas de blogs desconhecidos, acabei lendo seu texto. Pelourinho só é frequentado por três tipos de pessoas: quem mora lá, quem trabalha lá e turista. Soteropolitano normalmente não vai pra lá. Conclui-se que o Pelourinho não é uma baianidade muito óbvia, só para "Ó pai ó" e turistas bestões ¬¬ (Eu sei disso, porque normalmente minha mãe me empurra pra lá quando tem visita de fora em casa). No mais, tive uma indginação reversa que a sua quando fui pro Rio de Janeiro, pois não estou acustumada a entrar na frente do ônibus.Como vão assegurar que ninguem irá entrar na parte de trás do ônibus se o ônibus e o cobrador estão na frente?

Acho que vou ser sua caloura.

Beijos

Diu Mota disse...

Esse seu post me causou insônia...e um post.
Você já está no meu link.
Inté!