sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

No need to read.

"sempre pensei que fossem para isso, as férias: ficar só."

Essa frase eu escrevi no blog do theo, o Yellow Socks, como comentário. Pra ser sincera foi uma daquelas frases que você escreve sem pensar no significado, mas que realmente significam algo.
Bem, é basicamente isso, mesmo. Eu meio que sempre pensei assim. Ah, claro, para a maior parte das pessoas talvez não, principalmente as férias de verão. O calor deve fazer algum efeito sobre as glândulas hormonais das pessoas, liberando substâncias - tôxicas ou não - que fazem com que todo mundo se divirta um pouco mais, sorria um pouco mais, festeje um pouco mais. Ou pelo menos finja melhor tudo isso. Ah, qual é, você já foi pego por essa onda de verão. Sei que eu já fui. E gostei.

O que me fez pensar no que eu havia escrito foi... Alguma conexão cerebral. Enfim, não é esse o ponto a que eu queria chegar. Estou de férias desde o dia 21/11, oficialmente. Quase um mês! E eu aproveitei alguma coisa... Mesmo mal gerenciada, a semana com a minha prima foi a melhor. Mas, em síntese, o que eu tenho feito nessas férias tem sido derreter. Na frente da TV, basicamente. Reviciei em uma série antiga, viciei numa série nova [os conceito de antigo e novo variam de acordo com meus padrões]. Tem feito calor por aqui. Mas não foi só isso que me fez pensar. Não, isso foi só a primeira parte. Notar a realidade.

O algo a mais foi o fato de que, ao mesmo tempo em que me preocupa o fato de eu ter passado quase uma semana inteira na frente da televisão, eu não estar ligando muito para isso. Quer dizer, nos outros anos, em dois dias eu ficaria deprimida. Do tipo drama adolescente "ninguém me ama, ninguém liga para mim". Esse ano não. Eu estava razoavelmente gripada - meio que ainda estou - e tinha uma pseudo-desculpa para ficar em casa. A gripe está passando, e eu vou dar uma olhada no sol lá fora.

O resto? continua a mesm[íssim]a coisa. Ainda tem um pouco da paranóia sobre se todas as pessoas que me cumprimentarão na rua serão meus amigos de verdade, ou sobre o que é ser amigo de verdade. Continua a neura sobre meu nariz ser grande e meu tipo físico não ser o "mignon".Ou sobre ser fútilincovenientebestachataouwhateverittakes. Mas sei lá. Parece que tudo se aquietou... Não sei se eu vou passar no vestibular, se eu vou arranjar algo para fazer, se, se, se, se ou se. Mas sei que eu não estou mais reclamando até do vento que passa, e isso é bom. Muito bom. Sei lá, não me sinto BEM, com todas as letras, mas estou OK com o jeito que está. E Ok já é muito bom.





By the way, é ótimo descobrir que não importa quantos possam ser chamados de amigos, ou o que diferencia um conhecido de um amigo, ou que... e é melhor ainda descobrir que dá pra tentar com um pouco mais de vontade, com aqueles que possam importar. E aaaai, eu quero minhas primas de volta aqui.

2 comentários:

Dayane Abreu disse...

hum.

theo disse...

É bem assim que eu me sinto também: televisão horas a fio; vida social nula; quarto trancado a sete chaves; escrevendo coisas intimistas (você não citou isso, mas eu faço isso)...
São as primeiras férias que eu realmente gostei de me afastar de todos e ficar sozinho( antes eu saia sempre com um amigo meu), e está sendo uma experiência incrível, apesar de sentir saudades de algumas várias pessoas (isso incluiu você, pseudo-ruiva da banca de camisetas!).
E, realmente, é muito bom descobrir que você tem pessoas legais na sua família. Eu descobri no começo desse ano, mas foi tão rápido...
Enfim, boa reclusão físico(?)espiritual, boas férias, boa sorte no vestibular!